domingo, 6 de abril de 2008

As idéias nesse momento de despedida tornam-se nítidas, como respostas que surgem nos lábios sem nem precisar usar a massa cinzenta, acho que somos mais eficientes quando estamos sob pressão.
As engrenagens funcionam a todo vapor pra tentar recuperar o tempo perdido, como se de algo adiantasse, alias, quem morre vai pra onde? céu? inferno? fica vagando por ai? pra outra dimensão?
É estranho não saber como é estar morto, pra onde somos encaminhados, ou até mesmo se somos encaminhados. Ninguém sabe com certeza, talvez esse seja o motivo da fobia de algumas pessoas se imaginarem sem vida, ainda bem que eu não sofro disso, deve ser beeeeem estranho.
Ah, morreu, morreu acabou-se, pra que ficar sofrendo por saber que um dia você vai morrer? Eu não conheço ninguém imortal (exceto a Dercy, mas ela nem é normal...) então é melhor nos conformarmos com a bem-vinda (ou não) morte.