domingo, 19 de abril de 2009

Eis o mundo das ilusões denominado Internet

Onde as pessoas se tornam miss(ter) mundo de uma beleza estonteante e incrivelmente falsa, onde o maquiador das pessoas se chama photoshop e padroniza tudo; onde os únicos desprovidos de beleza são os que ainda não aprenderam a 'se maquiar' (virtualmente, lógico).
Aquele que transforma o mais tímido em um ser extremamente extrovertido e 'conversador', que o torna um contador de anedotas extremamente engraçado; e por vezes, insuportavelmente ridículo.
A mesma que possui um enganatrouxas chamado orkut, o qual faz com que as pessoas se esqueçam do que elas realmente são para adotarem um personagem, falso, porém conveniente, todo maquiado e 'refeito' sem 1 cm de 'ser' original. No qual a baranga mais feia se torna a capa de uma comunidade (ferramenta de enganação) "Os Mais Lindos do ORKÚ". Ah e não podemos esquecer também dos tais depoimentos que deveriam se chamar "Mentiras Interesseiras", os quais as pessoas fazem apenas com o intuíto de receber outro em troca pra mostrar pra todos o quanto são 'amadas'. Aqui as pessoas mentem e enganam só para parecerem interessantes, surgem amores platônicos ridículos, que duram apenas o tempo em que se permanece conectado. As pessoas se tornam galanteadoras de carteirinha e flertam em massa, acho que isso se deve ao fato de não ser no cara a cara, pq um não dói menos quando dito indiretamente. As pessoas fingem ser interessantes e inteligentes, só para tentar conquistar mais admiradores.
Ah, vai a merda com essa enganação toda, porém, toda regra tem sua excessão feliz ou infelizmente.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ausência

Ah, como eu sinto falta daquele coração com pulsação irregular, daquela expectativa criada por uma mera ilusão, daquele frio soterrante que acompanha a primeira desilusão, que faz com que você prometa a si mesmo nunca mais acreditar em nada.
Eu sinto falta de sentir vida correndo por minhas veias, de sentir ansiedade, aquela que surge dentro de nós durante o clímax de um filme.
Eu sinto falta da verdade, fria, cruel e necessaria; aquela que sustenta as nossas dificeis decisões, dolorosas mudanças. Mas eu também sinto falta da mentira, aquela doce mentira que me faz ter crises de raiva.
Sinto falta do passado, daquilo que existia e hoje é mera lembrança. Sinto falta do presente que poderia ter sido.
Sinto falta do que eu era, da minha tolice e de ser feliz por isso. Sinto falta do que eu sou, porque alguém me disse um dia que sonhos não valiam a pena.
Sinto falta das presenças, das vidas que me foram tiradas sem explicação.
Sinto falta do conforto que uma simples presença me oferecia.
Sinto falta dos meus tempos de criança, os quais eu poderia aprontar à vontade e mesmo assim não seria punida severamente.
As vezes a ausencia me traz subitas memórias, sensações, que me fazem querer reviver tudo aquilo apenas pra poder me sentir um tanto menos pobre. Mas ao mesmo tempo essas memórias me dizem que eu devo manter os meus pés no chão, no chão de um exílio.