quinta-feira, 29 de outubro de 2009

De partida, ou não...




Quando você vai embora, a convicção de nunca mais voltar, de sumir, de desaparecer, é tão grande que você chega a pensar no momento que vai ser de fato capaz de fazê-lo. Então você sai, perambula pelo mundo e retorna cabisbaixo, como um derrotado do medo, o mundo é superior às suas crises e ele não vai dar pause por você. Então, além de derrotado você é impotente.


Você pode decidir partir inúmeras vezes, mas vai retornar de cada uma delas, independentemente da crise ou da gravidade dela, de alguma maneira, foram estabelecidos laços fortes, quase inquebráveis, entre você e aquilo que desconfortavelmente você denomina LAR.

Seu retorno é também sua sina.

Se as coisas acontecessem de outra maneira seu humor seria outro, sua decisão seria outra, pra você alguma coisa seria diferente, mas seria de fato diferente?

O céu não seria mais azul, o sol não brilharia com maior entusiasmo. Mas, o fato de você estar cegado por seus problemas te faria achar que esse foi o primeiro dia de sol depois de anos de chuva.

Porque somos tão dependentes do mundo e ele nada dependente da gente?