terça-feira, 15 de dezembro de 2009

É realmente engraçado que, embora tudo esteja girando, em movimento, ao seu redor, você se sinta amorfinado, anestesiado de qualquer coisa que te ligue a este mundo. A sensação de entorpecência é tão agradável que tocar a realidade torna-se inimaginavelmente cruel.

Quando se sente a anestesia menos potente, o desespero se torna gritante, implorativo, pra que seja administrada uma dose maior de veneno. Por que o veneno dentro do organismo é mais confortável do que a agonia em relação à cruel realidade. Se necessário, até a morte tem permissão pra entrar se isso o certificar de que a realidade não vai te tocar, te alcançar.
MORTE - uma fuga, uma saída, bem mais confortável do que sentir o latejar da ferida de enorme extensão, a ganhar mais terreno a cada momento, embora invisível aos olhos.
Dor, potente e crescente é o que se espera da realidade.
Ah, se houvesse chance qualquer de mudança...
Qualquer promessa que fizesse ao menos esperança brotar, qualquer promessa que fizesse da realidade uma visão menos horrenda, mas promessas não podem sustentar realizações. Infelizmente.
Pobres Promessas, feitas, desfeitas, quebradas. Correntes transpassadas, momentaneamente, para nos sentirmos exuberantemente seguros, sem sabermos que estas são tão finas quanto um retrós, que se rompe com mínima pressão.
Promessas são as que te dividem e te tornam dois imãs, com efeito de atração opostos, dois imãs que se repelem, impossibilitados de conviver em harmonia. Um quer acreditar que pode, o outro vibra de horror com a mínima possibilidade de deixar acontecer.
Expectativas pelo cumprimento dessas promessas que entram sorrateiramente por entre suas defesas e te deixam fraco.
Promessas, doces promessas.

Mas nada pode tornar a dor da realidade menos aguda exceto sua morfina de cada dia.
Exatamente por isso você precisa manter os dois lados da realidade adormecidos.

Vida e morte que encontram-se entrelaçadas como o mais fino barbante, a única forma de te salvar é também o caminho para o fim. Seu veneno agridoce.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mude (se puder)



O fato é que não importa o quanto eu mude nunca eu vou ser o que eu gostaria de ser, nunca eu vou ter o que eu gostaria, então mudar é inútil, pq quanto mais eu mudo (as coisas) mais eu quero/preciso mudar.

Nem planos eu faço mais, pois eles são destruídos rapidamente, como castelos de areia desmanchados pela furia de uma onda forte. Hoje eu posso dizer que eu não espero nada da minha vida, NADA DO FUTURO, então eu não deveria me sentir MELHOR?

Só o que eu sinto é a inutilidade aflorar, a desmotivação. Tanto faz se é algo bom ou ruim que vai acontecer daqui a dois minutos, horas ou dias, estou profundamente mergulhada no vazio, e nada vai de fato me atingir, independentemente da intensidade com que chega. Talvez isso venha acontecendo à pouco tempo mas é tempo suficiente pra mim perceber que eu sou uma intrusa nesse corpo que eu habito.

Com certeza ele esperava muito mais de mim. O que ele esperava? Que eu fizesse planos e conseguisse executá-los, quando não fosse possível, que eu levasse na esportiva e criasse a oportunidade de me divertir com a desgraça; que eu tivesse sonhos e que conseguisse realizá-los, e se não conseguisse, que eu criasse sonhos ainda melhores pra não perder a esperança. Que eu tivesse fé na vida e soubesse vivê-la, que eu me divertisse com pessoas.

Mas, como eu sou um ser definitivamente ruim, que machuca as pessoas por diversão (pq eu faço o que faço por diversão)...
As pessoas à minha volta não estão bem? Estão se distanciando? TANTO FAZ minha mente diz. Eu não preciso de nada, eu não preciso de ninguém

*querem se afastar? DANE-SE

É, ainda bem que aniversários não duram pra sempre, minha balança já está suficientemente inclinada pro lado negativo.
hahahahahahahhahahahahahahhahahaha ;]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Espero...




Você está ali parado, olhar desfocado, boca semi-aberta, pensando, NA VERDADE, sem pensamento algum, nada.

De repente, você se vê analisando perspectivas e um sorriso amargo ‘brota’ de seus lábios, porque você se dá conta de que perspectivas não existem quando você não tem nada pra esperar do futuro.

É tudo tão turvo e indetectável, como se você estivesse espiando, tentando focalizar algo, através de uma câmera de lente suja, FOSCA.

Tudo que você gostaria é de ficar perdido pra sempre no balanço do doce movimento nem tão doce assim. Pensar apenas no infinito, não esperar nada do futuro, não ter futuro. Se perder nas horas, sem na verdade saber que EXISTEM horas. Como se o presente estivesse congelado no tempo e nunca se tornasse passado. Nunca enjoar da calmaria, desconhecer a palavra mesmice.

Não esperar pelo amanhã, como se você conseguisse acreditar que ele é incerto.

Viver o eterno hoje, até que o tempo que você não vê chegue e você desapareça, sem deixar vestígio algum, sem saber que acabou, que a sua esperada e ignorada 'tutora' finalmente resolveu reinvindicar sua tutela e você é só uma criança, perdida e sem poder de decisão algum.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

De partida, ou não...




Quando você vai embora, a convicção de nunca mais voltar, de sumir, de desaparecer, é tão grande que você chega a pensar no momento que vai ser de fato capaz de fazê-lo. Então você sai, perambula pelo mundo e retorna cabisbaixo, como um derrotado do medo, o mundo é superior às suas crises e ele não vai dar pause por você. Então, além de derrotado você é impotente.


Você pode decidir partir inúmeras vezes, mas vai retornar de cada uma delas, independentemente da crise ou da gravidade dela, de alguma maneira, foram estabelecidos laços fortes, quase inquebráveis, entre você e aquilo que desconfortavelmente você denomina LAR.

Seu retorno é também sua sina.

Se as coisas acontecessem de outra maneira seu humor seria outro, sua decisão seria outra, pra você alguma coisa seria diferente, mas seria de fato diferente?

O céu não seria mais azul, o sol não brilharia com maior entusiasmo. Mas, o fato de você estar cegado por seus problemas te faria achar que esse foi o primeiro dia de sol depois de anos de chuva.

Porque somos tão dependentes do mundo e ele nada dependente da gente?

domingo, 25 de outubro de 2009

É muita pretesão a minha querer um IMPOSSIVEL FUTURO limpo?
Sem pessoas, sem sons, sem cores, sem aromas, sem vida?
As pessoas me são tão LIXO, assim como outras me são tão necessárias, tá eu confesso u.u

Hoje, pra mim, as pessoas são música.
Dentre elas existem as insuportáveis, que você ouve a ausência de melodia e quebra o aparelho de som pra não ter que tornar a ouvir aquele barulho horrendo, um desarranjo completo.
Existem as que você aprende a gostar meio a contragosto, como se fossem colados headphones no ouvido e de tanto ouvir aquele som 'estranho, diferente' você percebe que tem certa qualidade.
Há aquelas que gostamos por que a gente nasce cantando, e nosssa vida sem elas não seria a mesma vida. Existem ainda outras que são como amor a primeira vista, você ouve, se apaixona, e não para de ouvir até enjoar e quando vc enjoa e deixa ela de lado por algum tempo quando você volta a ouvir, ela se torna ainda melhor.
Então a vida seria trilha sonora?
E que maldita trilha sonora, onde o AXÉ, o FUNK e o PAGODE são os Senhores Supremos.
Maldita Música, MALDITA VIDA!
Quebrem os instrumentos, cortem as cordas vocais...
É melhor não ouvir música alguma do que SUJAR os ouvidos.



domingo, 4 de outubro de 2009

INTERVALO DOLOROSO

Tudo me cansa, mesmo o que me não cansa. A minha alegria é tão dolorosa como a minha dor.

Quem me dera ser uma criança pondo barcos de papel num tanque de quinta, com um dossel rústico de entrelaçamentos de parreira pondo xadrezes de luz e sombra verde nos reflexos sombrios da pouca água.

Entre mim e a vida há um vidro ténue. Por mais nitidamente que eu veja e compreenda a vida, eu não lhe posso tocar.

Raciocinar a minha tristeza? Para quê, se o raciocínio é um esforço? e quem é triste não pode esforçar-se.
Nem mesmo abdico daqueles gestos banais da vida de que eu tanto queria abdicar. Abdicar é um esforço, e eu não possuo o de alma com que esforçar-me.

Quantas vezes me punge o não ser o manobrante daquele carro, o cocheiro daquele trem! qualquer banal Outro suposto cuja vida, por não ser minha, deliciosamente se me penetra de eu querê-la e se me penetra até de alheia!
Eu não teria o horror à vida como a uma Coisa. A noção da vida como um Todo não me esmagaria os ombros do pensamento.
Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda-chuva contra um raio.
Sou tão inerte, tão pobre, tão falho de gestos e de actos.

Por mais que por mim me embrenhe, todos os atalhos do meu sonho vão dar a clareiras de angústia.

Mesmo eu, o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de que me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhecê-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro.

A minha vida é como se me batessem com ela.


Livro do Desassossego
Fernando Pessoa

domingo, 27 de setembro de 2009

Infinita

Existem musicas que nos obrigam a pensar e quando se pensa, se destrói e se constrói.
Nossas vidas seguem caminhos diferentes, e nos dói uma separação. Muitos de nós somos movidos pela esperança do reencontro e se não fosse essa esperança? Não se teria motivo pra caminhar e caminhar, pra chegar a lugar algum? Iniciamos a caminhada.
A infinita estrada percorrida por nossos pés e olhos e expectativas, que com o passar das horas e dias consome qualquer sentimento é tão sem fim quanto o prometido, nossos passos vão ficando menores, nossas pernas mais pesadas, o sol que nos queima o rosto também nos traz sede, e o fim se perde no horizonte.
Os anos passam e a gente continua tão sozinho como antes, nossa companheira é muda, insensível e amargurada e nós nos tornamos também. Quando se passa muito tempo em silêncio ele se torna algo mais útil, desaprendemos a conviver com humanos, e sua companhia se torna intragável, são tão falantes e argumentativos e só o que gostaríamos de ouvir é o silêncio.
A estrada nos moldou a seu perfil.
Vivemos por viver e à tempo destruimos a esperança de um reencontro, e caminhar pra chegar a lugar nenhum é agora nossa motivação, aquilo que foi o motivo do início da nossa 'aventura' é agora o motivo da nossa fuga. Iniciamos com a esperança de um reencontro e não paramos por temer esse reencontro, andamos e andamos até o fim, o nosso fim.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sabe, quando se determina o que falar, fala-se tudo exceto aquilo que realmente se gostaria de dizer.
Mascarando ideias pra que elas pareçam menos cruéis, para que sejam melhor absorvidas. Mas por quem?
Então, pra que falar?

Criar histórias, devaneios de uma mente imprestável.

Criar histórias para se convencer de que elas são mais divertidas do que a realidade.

Criar histórias pra enganar.

Criar histórias como se fossem um desafio, um enigma a ser desvendado, histórias as quais fornecem uma palavra-chave, o inicio da investigação.

Criar histórias pra demonstrar satisfação. Mas e o sentimento real? É de fato satisfação?

Criar histórias pra afastar.

Criar histórias por criar.

Criar histórias.

---------------------------------

Destruir verdades.

Destruir verdades pra se redimir.

Destruir verdades pra se divertir.

Destruir verdades, destruir.

Destruir verdades pra não ter o que lembrar, destruir aquilo que nos dói, destruir por não querer explicar, destruir é também não se importar, destruir é disfarçar.

Destruir verdades é criar uma nova mentira, é tornar os fatos menos idiotas, é criar uma verdade, uma verdade que seja mais interessante do que a antiga verdade.

Destruir verdades por destruir.

Destruir verdades.

---------------------------------

Construir ou Destruir?

Destruir pra construir.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Inevitável

E as sensações de perder o tempo me rondam, pessoas indispensáveis se tornam intragáveis. Talvez o culpado nem seja de fato o tempo, talvez o problema seja as cicatrizes que uma decepção causa, o desgaste da convivência.
Talvez o que mude seja nossa visão de mundo, nossas prioridades e então, vemos que nossas queridas pessoas, se tornam completas estranhas, apenas pessoas.
E embora você sinta que está chegando ao fim (uma amizade, um amor, um laço qualquer), embora você sinta que o distanciamento está acontecendo, você não faz nada para que isso mude, você não se importa que isso aconteça, ou talvez você se sinta incapaz de interferir.
E então, o eterno, se torna acabável e fim.
E então, o que resta são memórias, passado que te atormenta, uma ferida mal curada que lateja quando tocada.
Por que as coisas chegam ao fim? Por que tão rapidamente?
Até que um dia, você reencontra o estranho, antes adorada pessoa, e percebe que ela é tão boa quanto antes, tão interessante quanto antes, tão normal quanto antes.
Mas você não é o que era antes.
Então que seja eterno enquanto dure.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histamina?

O caminho que eu trilho me leva a um único local embora a estrada que meus pés percorrem seja farta de encruzilhadas, atalhos, desvios, de que adianta?
Meu local de chegada já é determinado e qualquer rua que eu escolha me levará até lá...
E eu, não tenho um motivo sequer pra modificar meu fim, e de fato, resolveria alguma coisa eu QUERER?
Não se deve insistir em fugir daquilo que já está determinado, não é questão de conformismo, é senso de realidade.
Em dados momentos é tudo tão obscuro (ou seria claro?).
A mente, existe algo mais nebuloso?
Por que os nossos nobres operários de repente entram em combate?
Qual a causa? Má remuneração? Excesso de trabalho? Birra?
Então, quem na verdade é o chefe?
Nós, pobres e impotentes humanos ou nossos neurônios?
Os operários que podem nos levar a falência com seus combates?
Somos o chefe que não comanda...
Se nossos neurônios tiverem preguiça, UAU² quanta histamina *.*
Olha ela nos possuindo!
Loucos, LOUCOS por que nossos operários decidiram ficar VAGABUNDOS ¬¬'
A diferença entre a loucura e o esquecimento é meramente histamina.
Ah histamina que me falta, memória que não existe, fato que eu não conheço, mas onde eu estou? O que eu estou fazendo aqui? O.O
Qual o seu destino? Esquecimento ou loucura? Quer escolher? Ah, sinto muito, essa escolha não te pertence ;]

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ah, eu quero...

Sinto vontade, vontade de escrever, vontade de falar, vontade de debochar, vontade de abraçar, vontade de me revoltar.

Sinto vontades, vontades que me consomem embora seu tempo de existencia seja minino. Aquelas malditas vontades, o querer de um algo sem saber o que esse algo é, é tatear no escuro o desconhecido querer.

Tenho vontades, frutos de outras vontades adiadas, insaciadas.
Vejo vontades insaciaveis de repente dissiparem-se, como o raio que atinge o vazio e some, sem causar dano qualquer. Vejo o tempo passar e vontades que um dia foram VONTADES se tornam um desejo pequeno, esquecido ali numa das tantas prateleiras abarrotadas de passado.

Tenho vontade daquilo que eu sei mas não posso, vontade daquilo que não existe mas minha mente cria.
VONTADE, somente vontade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A loucura me ronda, me cerca me domina, sou seu brinquedinho favorito.

Lhe proporciono diversão, satisfação, distração.

E ela me possui e me corrói e me destrói e o que resta não se sabe ou...

Eu sou algo tão tão² estúpido, descrente, desmotivado, irritado, nem em Deus eu to acreditando mais, ele não deve existir.

Como é possível existir alguém, algo, uma força maior que nos vigie, que nos mostre o lado certo das coisas se essa coisa é tão muda quanto o silêncio? As pessoas sofrem, choram, cometem suicídio e cadê Deus? Acreditar nele? Seria muito bom se eu acreditasse em coisa qualquer, se eu tivesse motivos pra acreditar mesmo nas pessoas, nas coisas, nas possibilidades.

Não tenho motivo algum pra crer, coisa alguma pra me motivar, vida alguma pra viver.

em um lar eu tenho, nem uma identidade eu tenho, sou um indigente depressivo. Hahahahahahahahahahahha :]

Minha única companheira e desagradável companheira a insanidade anda comigo, é a única que me segue, que sabe que eu não sou de correr atrás das coisas então como ela é uma AMIGA prestativa que se IMPORTA comigo, ela vem atrás de mim e me enlouquece pra que aquelas malditas vozes não me deixem me sentir sozinha.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quais os motivos para se cometer suicídio?

A gente da rua com seus sorrisos e clamores, comemorando a vida e você com seu silêncio funebre amaldiçoando a sua.

O dia corre, as horas se esgotam, o universo gira e a sua vida se perde, passa, inútil...

Você ali, no meio do movimento que se passa a seu redor, com os pés plantados, colados, no chão, impossibilitado de se movimentar. Falta de opção ou vontade própria?

É nessas horas que se é capaz de cometer suicídio, quando você pensa e pensa e pensa e só o que surgem são os problemas, que jamais acabam, não existe luz alguma, nada te faz ter esperança, nada. Sem motivos pra viver a morte se torna o único consolo, o unico mal bem-vindo.

E então, a coragem que te ronda finalmente te possui e fim.

Ou quase.

As pessoas que se importam? (se é que realmente se importam)

É, um dia elas entenderão que morrer, as vezes é a unica saida mas se não entenderem, tudo bem, não se pode contestar uma morte depois de consumada.

A vida é a maldição que me assombra.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Composição?

Sustenidos e Bemóis?
Acordes?
Claves?
Notas?
Pauta e Pentagrama. Uma folha com linhas, um lápis, e a inspiração.
Escrevemos a nossa musica, as vezes ela tem som de violino e é requintada, outras, ela é um simples violão, mesmo assim é musica, é melodia, é vida.
O compasso ternário que embala nossa valsa é tão diferente da balada agitada de quatro tempos que move nossa euforia. Compassos diferentes, ritmos diferentes, vida mesma. Um poutpourri?

Compositores com sede de inovação, com sede de combinação de acordes.

Sinais de alteração que surgem no meio da composição, necessidade de um som novo, que faça o coração pulsar sangue com maior entusiasmo.
As vezes tudo que gostaríamos é de uma fermata, uma fermata que prolongue a nossa parte preferida da musica, a nossa melhor nota.
E as sincopes, aquelas notas simples e comuns que de repente se tornam tão indispensáveis quanto a determinação de se compor uma boa musica.
Ao final, temos algo que nunca chegaremos a ouvir, pois quando alguém tomar conhecimento, já teremos caído em esquecimento.
Aquela composição, a qual não estão apenas as claves, os acordes, as notas e uau²
Naquela folha rabiscada está a nossa VIDA, com seus bons e maus momentos, com suas pausas, tempos e contratempos. Acidentes musicais, que fazem de nossa composição uma obra ÚNICA e INSUBSTITUÍVEL .



quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uau² o vírus Influenza já chegou a nossos calcanhares. Tá, eu confesso =X
Hoje quando me falaram que ele vai matar mais do que a gripe espanhola, minha maldita mente maldita² realmente achou isso uma boa =X
Um mundo mais limpo, pena não podermos selecionar aqueles que devem morrer.
As pessoas estão a entrar em pânico, medo da morte? Estamos aqui pra viver ou pra temer? Se estamos pra temer nem aqui deveríamos estar.
As pessoas estão morrendo? Você quer ficar vivo e com medo? Se esconda, se isole, crie seu mundo dentro da sua bolha e viva lá, seguro, sozinho e isolado.
Essa gripe realmente não me deixa com medo, já minha mãe está histérica, até cancelar consulta ela queria (só pq eu falei que morreu um cara de gripe lá em União...), daqui a pouco me proíbe de ir pra facul tbm ;S
hahahahaahahaahhahahahaa
Mas sério, minha morte seria bem-vinda, eu não tenho medo de contrair a H1N1, se eu descobrir estar infectada a tempo, me recuso a tomar Tamiflu. Eu seria uma das pessoas selecionadas pra morrer e deixar o mundo melhor mesmo. :P
Sinceramente, estou indiferente ao que está acontecendo, jamais deixaria o desespero tomar conta de mim, jamais amaldiçoaria aquele que me passou a doença, jamais sentiria auto-piedade diante de uma situação assim.
Maldita boca =X
E que Deus não me leia, o que eu escrevi deve ser muita maldade pra um ser só ;S

terça-feira, 28 de julho de 2009

Me recuso

As vezes recebemos criticas as quais sabemos que são inúteis, que não vão mudar de maneira alguma o monstro humano que ali, dentro de nós, vive.
Sabe, eu realmente fico pensando se minha mãe não amaldiçoa o dia em que eu nasci. Ela me passa a 'leve' :D impressão de que eu sou uma aberração pra ela.
'Ah, uma menina fazendo faculdade e indelicada desta maneira? Você PRECISA mudar ou você vai sofrer muito na sua vida' é, ela queria uma humana perfeita, tudo que eu não sou. Mas me diz, a culpa é minha? NÃO FUI EU QUEM ME CRIEI/FIZ SOZINHA
'Filha, pq você é assim? Tão estúpida e grossa... e blá²'
É ela gostaria de uma bonequinha de louça, linda, meiga e sem vida própria. E o que eu sou? Um alien, maldito, irritante, nada educado ou bonito e que pensa mais do que ela gostaria que pensasse. Acho que não sou bem² aquilo que ela esperava que eu fosse.
Deve ser o fato de eu possuir algumas coisas demais e outras de menos que faz com que ela ache que eu estou em desequilíbrio com o mundo.
ahahahahahahahahahaha
Eu nem vivo neste mundo, meu mundo é a parte :]
E ela tenta me mudar, pq o que eu sou não é bom pra ela. 'Ah, você tá gorda, emagreça', 'Ah você tá ridícula se arrume melhor', 'Ah você me respeite, eu sou sua mãe sua mal educada', 'NÃO FALE ISSO, NÃO FALE AQUILO, NÃO FAÇA ISSO, NÃO FAÇA AQUILO, NÃO, NÃO² E NÃÃÃÃO³...'
Qual a utilidade de eu emagrecer? Ficar mais booonita? Como se eu me importasse em ficar parecida com a Gisele Bucho.
Me arrumar? Pra quê? Posso gastar dinheiro com coisas mais úteis (ou não) em vez de ficar parecida com a Barbie hahahaahahahahahaaha
Educação? Quem foi que me criou assim, doce, meiga e revoltada? Eu não sou uma BONEQUINHA idiota
E o eterno 'Nãofaçanãofalenãopensenão³'...
Me desculpa por eu existir se bem que a culpa é mais tua do que minha, antes tivesse tomado Citotec viu? O resultado é esse monstrinho lindo³
hahahahahahaahahahaha =X

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Porque música ruim SEMPRE tem duplo sentido?
Além de ser ruim é uma perversão só, repugnante. Mas mais repugnante é eu TER que ouvir tal 'obra-prima' hahahahaahahahaha ;S
O repertório musical das nossas rádios é 'Créu, créu, créu...', 'Só no sapatinho ê o...', e por mais idiotas que sejam as músicas elas permanecem por semanas no Top 5.
Porra, querem samba/funk? Primeiro lembrem-se de seus filhos passando fome lá no muquifo da favela ou vendendo drogas pra um idiota qualquer, lembrem-se que seus filhos 'vinheram' ao mundo por CULPA sua, é SUA obrigação e dever dar educação, alimento e moradia dignos.
Existe preservativo gratuito no postinho, é muito fácil sair por ai abrindo as pernas, mas isso pode acarretar em DST's ou em doenças piores: FILHOS u.u
A renda da maioria dos brasileiros é absurdamente baixa, pessoas pequenas se contentam com coisas pequenas, com coisas poucas. Temos o feijão pra por na mesa? Ótimo, o resto é só samba.
E o governo sustenta desocupados com bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-blá³ incetivando assim a 'procriação' hahahahahaha e a vagabundagem, 'o governo dá, então vamos sambar'.
Somos o pais do muitosamba e nadaeducação, é uma vergonha ser brasileiro, VERGONHA.
Aberrações, isso é o resultado, aberrações humanas, com vocabulário rico em 'mano', 'énóiz', 'vidaloka' e pornografia da pior³ espécie.
Nos conformemos, pelo menos temos os nossos Mc's e Zeca's Pagodinho's da vida e vaaamos pro baile da perversão, pq ser sexy é deixar tudo à mostra, pq ser brasileiro é ter samba no pé e fome na mesa...
hahahahahaahhaa ;]

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Amizade? Ilusão?


Quantas vidas já se passaram, quantos contatos já se perderam, quantos amigos já se esquivaram desde essa última foto?
Naquele tempo onde palavras eram punhais lançados impiedosamente ao peito porque tudo girava em torno da satisfação de desconhecidos e insensíveis e ingratos humanos. Naquele tempo onde grandes projetos significavam grandes diversões, onde a vida era o palco e nós a peça, com a expectativa que o olhar do público a nos fitar como flechas a serem atiradas em uma almejada e indefesa presa nos proporcionava.
Naquelas cenas de grandes interpretações e palavras vazias, onde acreditar que existia amizade era também acreditar que se estava vivo, uma pena que se resumia a acreditar existir, fantasiar aquilo que de fato nunca existiu.
Hoje eu realmente entendo porque fantasiar: pra enganar a mente, é triste perceber que se é um solitário de amigos mas é inadmissível viver na duvida. É, até pode ser que a ilusão nos proporcione felicidade mas viver iludido? Prefiro a morte. A verdade pode ser cruel mas é a única que de fato existe.
O tempo passa, as lembranças se apagam, as ilusões são destruídas, as alegrias canceladas e o que nos resta é a imagem congelada, reproduzida a partir de um momento real, com riqueza de detalhes, uma reprodução de um sonho de ilusão na tela de uma máquina projetada para nos destruir.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu sou um anjo revoltado hahahahahahhaha
Aquele provido de certa inteligência que resulta em orgulho para a família mas é tão ávido que para amenizar o 'orgulho da mamãe' faz algo totalmente inverso a orgulho, um ato vergonhoso, deplorável e então o anjo bom se transforma em anjo mau.
O Anjo revoltado incapaz de proporcionar um orgulho desprovido de uma pitada (ou até duas ahahahahahah) de vergonha. Nele, o bem encontra-se invisivelmente agregado, costurado, ao mal, sendo assim, um não existe sem o outro.
Anjo da vida, anjo da morte, anjo da confusão. Anjo meigo de asas cor de rosa, que faz do mundo um big algodão doce. Anjo sarcástico, de asas negras e sorriso maligno que faz do mundo o caos impregnado pela sua maldade.
A bondade existe quando ela deve existir, quando a situação necessita de algo que amenize a sensação de vazio. A maldade predomina nos momentos de euforia.
O anjo bom é o anjo da ajuda, o anjo da caridade, o anjo amigo.
O anjo mau é o anjo fantástico, o anjo insensível, o anjo cínico.
O anjo revoltado? Os opostos que convivem juntos em perfeita(?) sintonia.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Poluição

Ah mundo, meu/seu malditolarpoluido, como posso chamar isso de casa?
Pilhas e pilhas de lixo acumulados aqui e ali.

Lixo de avião, lixo de barco, lixo de carro, lixo a pé.
Lixo atrasado, lixo estressado, lixo gripado.
Lixo comprável, lixo trocável, lixo reciclável.

Lixo essencial, lixo dispensavel, LIXO mas é impossivel viver sem, coisas banais satisfazendo pessoas banais.
Lixo de moda que contamina a natureza humana.
Lixo de principio que impossibilita a realização de desejos só por que podem te prejudicar socialmente.
Lixo de escrupulo oculta nossos instintos selvagens.
Lixo de bondade que transforma pessoas interessantes em patéticas.
Lixo de dinheiro que no fim vira lixo.

Lixo de lixo que se resume em LIXO.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estou pronta pra partir em uma viagem que eu espero do fundo do meu ser que seja sem volta, estou partindo sem medos, sem esperanças e sem motivação, vai ser a melhor hora pra morrer. Minha bagagem, nela estão todas as coisas que eu deixei pra depois. Alegria, diversão, sonhos e quem sabe até outra vida, vai saber.
Espero que ELA seja rápida e indolor, realmente não preciso de mais atrasos, demoras. Mas também preciso sentir que vida pulsa em minhas veias antes do fim, pela última vez preciso sentir meu sangue protestar, preciso sentir que hoje, a algumas horas de distância, tudo que eu vi é apenas um sonho de muitos anos atras, o qual já se tornou preto e branco.
E então, aquela, a qual todo mundo espera embora negue, pode chegar para me levar. Ela que é fria e inescrupulosa, ressecada pelo tempo, pelos anos, pelas suplicas.
A segurar seu cajado e a me mostrar seu melhor sorriso.

'Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida'
Canto para minha morte

domingo, 5 de julho de 2009

Ah férias, delicia de inutilidade, nada e tudo acoplado em uma coisa só.
A câmera registrando cada suspiro do mundo, os olhos contemplando a magnitude da simplicidade de uma gota de orvalho que cai de uma folha e toca o chão e lá fica; e lá penetra; e lá hidrata a terra para que em breve uma nova vida dela brote.
A gota, o chão, a hidratação, a nova planta, na natureza tudo segue um ciclo.
Mas, qual é o NOSSO ciclo? Nascer, crescer, multiplicar e morrer?
Que vida patética.
Nascemos com um futuro livre mas decidimos traçá-lo de maneira igual ao do nosso vizinho: Chegue a este mundo chorando, aprenda a sobreviver nele, arrume um emprego o qual te dê sustento e não lhe tome a diversão, não viva pra multiplicar cifrão.
E O QUE FAZEMOS? Estudamos³ e arrumamos um emprego mais ou menos e vivemos pro trabalho, ele nos consome a diversão, o lazer e a paz, mas ele nos dá DINHEIRO e com dinheiro, MUITO DINHEIRO, QUEM PRECISA DE DIVERSÃO?
Nos casamos, temos filhos e depois, quando estamos muito velhos, nos achamos no direito de passar sermão em nossos filhos, o típico 'FAÇAOQUEEUDIGOMASNUNCAOQUEEUFAÇO'. E sabemos que nossos filhos mesmo assim vão cometer as mesmas burrices que nós.
O ser humano é tão tolo que acha que vai viver pra sempre e sempre e que pode retardar a diversão pois vai ter tempo de fazer isso depois, DEPOIS. Então, quando chegamos ao estágio final percebemos que dinheiro com o tempo vira papel velho, que nossa ganância nos cega e que fomos bobos do tempo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por que somos arrastados para o futuro se só o que gostaríamos é que o presente nos consumisse?
Por que em determinado momento, a realidade nos toma o prazer que a fantasia nos proporcionava?
A linda máscara de porcelana que nos encobre o rosto cai e se espatifa em mil pedaços no chão, mas é claro que aquela mascara só nos encobria de nós mesmos, e o que surge em meio a poeira? Um mostro de você mesmo. Por que algumas pessoas são o tudo enquanto outras são o pouco, o nada?
Você é aquilo que quando acaba não faz falta, aquilo que enquanto existe é minúsculo, você é duplamente imperceptível.
Minha mente vaga cogitando a possibilidade do suicidio. As coisas parecem tão, TÃO... Mas somos humanos em constantes adaptações, tecnologia, tendências de moda, religião, talvez a dor também seja assim. É tão estonteante que me faz querer pegar uma bomba e atirar e explodir tudo e a terra t(r)emerá e só o que vai restar é o fogo.
Exista o que existir, população, união, religião, tudo está suceptivel a ataques, e neste mundinho doce e encantador ao final o que vence é aquele capaz de semear o caos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Beijo do Judas

As férias estão chegando e mais um SEMESTRE da minha vida se vai, escorregadio, e eu fico pensando: qual a utilidade de se matar de estudar, de seguir coisas a risca se a vida por si só é imprevisível?
Se eu morresse amanhã, o que eu levaria de lição, experiência, recordação? Talvez nada, eu estava mergulhada no meu perfeccionismo, preocupada exclusivamente com o fato de garantir um futuro e acabei esquecendo que o amanhã é incerto. As vezes somos cegados por nós mesmos, por nossos sonhos, por nossos PLANOS, por nossa expectativa. Deixamos de curtir a vida como deveríamos, adormecemos essa possibilidade para construirmos expectativas baseadas em alicerces duvidosos.
E sentimos o tempo voar apressado, movimentando nossos cabelos, dando um beijo de despedida em nossa face, enfim a morte nos encara, magistral, sorridente, como que saciada por nos levar embora, indigentes do mundo.
A gente preocupado em construir o amanhã dos sonhos adia a possibilidade do hoje, retarda a diversão do agora.
Por que somos tão humanos a ponto de esquecer que o hoje e o agora existem neste momento; daqui alguns dias lembranças; semanas: imagens vagas; meses, anos, vidas: profundo esquecimento?



Algo retirado de algum lugar ;S

Menina doce e decidida
Flerta com a vida como se fosse
Mais um de seus brinquedos irreais
Mais uma manchete nos jornais

E eu sei que um dia
Você cavalgará
Por vales lindos, longe daqui
E eu sei que um dia
Remédios da alegria
Te farão sonhar, viajar pra longe daqui

Deixa o amanhã pra amanhã

sábado, 13 de junho de 2009

Estou a cair de um abismo, as vezes surge a realidade diante de seus olhos, e ela é cruel.
E você começa a sentir que é um ponto nulo na vida, as coisas, as pessoas, são indiferentes a você. E você ver que vai passar despercebido pela vida é frustrante, pode ser o melhor no que faz mas NUNCA, NINGUÉM vai realmente ver isso, e você vai se tornar um ser derrotado.
Porque? Porque você é nada, você é ninguém.
E o que mais dói é saber que as pessoas são conformistas e felizes por serem o que são e por terem o que têm e você não é, você quer sempre mais, por mais que já esteja no limite você espera sempre mais.
E realmente te revolta, porque as coisas não são como você gostaria que fossem, porque nada, NADA realmente dá certo na sua vida, você é um derrotado e impossibilitado mortal, porque as coisas NUNCA dependem do que você faz.
Os teus planos são pisoteados sem piedade alguma. A tua auto estima deixa de existir e você, na tentativa desesperada de fazer isso parar, comete o suicidio.
Um remédio (talvez) bastante eficaz.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vontades que surgem do nada e me fazem querer o impossível e a partir disso eu crio planos impossíveis e ao constatar que se estava viajando vem a frustração. E ela sempre vem acompanhada, infelizmente. Ela me faz sentir que tudo é tão impalpável, é como querer agarrar o ar, uma tentativa inútil.
São dias negros, não que outros dias não sejam também, mas é como se tudo conspirasse contra você, o dia, o tempo, a circunstância, o comentário, os humanos e todo o resto do universo. Como uma humana sensata, que eu não sou, eu me sinto no direito de odiar tudo e todos.
O ódio é tão gratificante, já que eu não posso ter o amor, e nem quero. Amor pra que? Pra se fazer burrice? Pra andar com uma coleira no pescoço se exibindo como um poodle de grife?
AÊ, VIVA OS BABACAS QUE SE SUBMETEM A ISSO (Y)
Amor... tsctsctsc
Muitas (se não todas) as pessoas FINGEM o amor, conveniência? É, talvez.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Regressão...

Aquele aroma que marcou aquele momento na sua vida, que te traz boas e más lembranças pois uma não sobrevive sem a outra.
Como um simples fragmento de aroma é capaz de tornar uma cena até certo ponto inexistente (borrada), tão real e nítida, como podem renascer sentimentos (expectativas) adormecidos, fazendo tudo se tornar tão recente e assombroso. *.*
De repente, você se sente um adolescente, carente e desprotegido, apaixonado e encantado, iludido e saciado, por coisas banais.
E junto com essa cena, surgem outras (talvez) mais antigas, desencadeando todo um processo de regressão, momentos que seu cérebro um dia registrou, esquecidos ali num cantinho escuro numa prateleira da sala de arquivos.
É como um filme rodando ao contrário, maturação, inocência, e dependência.
É, aquela vida que um dia foi a sua e hoje é apenas lembrança encontrada em um canto qualquer.

domingo, 10 de maio de 2009

Existem coisas que vão além da minha capacidade de 'absorção', porque a vida é tão justa para alguns e nada justa para outros?


A culpa das desventuras são das escolhas mal feitas por nós mesmos ou por outras pessoas?

É JUSTO SOFRERMOS CONSEQUÊNCIAS POR TENTARMOS SER PESSOAS MELHORES?

Maldição de Perguntas, que me levam a criar infinitas hipóteses, muitas (todas), nem sempre reais, me fazendo sentir um 'que' de devaneio.

Um desejo ardente de desvendar mistérios que a humanidade carrega desde o ápice da sua existência.

A encruzilhada da dúvida que nos faz pensar se aquilo é realmente necessário, que nos faz sentir um vazio arrasante e abrangedor.

Uma impotência, denominada prudência que nos embarga uma atitude remediante.

E ficamos ali, com aquela sede contida, com aquele amargo sabor de derrota e com aquele desejo de 'ter feito' por toda a eternidade de nossa existência.
Pois muitas são as formas aprazíveis que existem em numerosos
pecados,
e incontinências,
e malfadadas paixões,
e prazeres passageiros,
que (os homens) abraçam até ficarem
sóbrios
e irem para o seu lugar de repouso.
E lá me encontrarão,
E viverão.
E não tornarão a morrer.
(Toni Morrison - Paraíso)

domingo, 19 de abril de 2009

Eis o mundo das ilusões denominado Internet

Onde as pessoas se tornam miss(ter) mundo de uma beleza estonteante e incrivelmente falsa, onde o maquiador das pessoas se chama photoshop e padroniza tudo; onde os únicos desprovidos de beleza são os que ainda não aprenderam a 'se maquiar' (virtualmente, lógico).
Aquele que transforma o mais tímido em um ser extremamente extrovertido e 'conversador', que o torna um contador de anedotas extremamente engraçado; e por vezes, insuportavelmente ridículo.
A mesma que possui um enganatrouxas chamado orkut, o qual faz com que as pessoas se esqueçam do que elas realmente são para adotarem um personagem, falso, porém conveniente, todo maquiado e 'refeito' sem 1 cm de 'ser' original. No qual a baranga mais feia se torna a capa de uma comunidade (ferramenta de enganação) "Os Mais Lindos do ORKÚ". Ah e não podemos esquecer também dos tais depoimentos que deveriam se chamar "Mentiras Interesseiras", os quais as pessoas fazem apenas com o intuíto de receber outro em troca pra mostrar pra todos o quanto são 'amadas'. Aqui as pessoas mentem e enganam só para parecerem interessantes, surgem amores platônicos ridículos, que duram apenas o tempo em que se permanece conectado. As pessoas se tornam galanteadoras de carteirinha e flertam em massa, acho que isso se deve ao fato de não ser no cara a cara, pq um não dói menos quando dito indiretamente. As pessoas fingem ser interessantes e inteligentes, só para tentar conquistar mais admiradores.
Ah, vai a merda com essa enganação toda, porém, toda regra tem sua excessão feliz ou infelizmente.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ausência

Ah, como eu sinto falta daquele coração com pulsação irregular, daquela expectativa criada por uma mera ilusão, daquele frio soterrante que acompanha a primeira desilusão, que faz com que você prometa a si mesmo nunca mais acreditar em nada.
Eu sinto falta de sentir vida correndo por minhas veias, de sentir ansiedade, aquela que surge dentro de nós durante o clímax de um filme.
Eu sinto falta da verdade, fria, cruel e necessaria; aquela que sustenta as nossas dificeis decisões, dolorosas mudanças. Mas eu também sinto falta da mentira, aquela doce mentira que me faz ter crises de raiva.
Sinto falta do passado, daquilo que existia e hoje é mera lembrança. Sinto falta do presente que poderia ter sido.
Sinto falta do que eu era, da minha tolice e de ser feliz por isso. Sinto falta do que eu sou, porque alguém me disse um dia que sonhos não valiam a pena.
Sinto falta das presenças, das vidas que me foram tiradas sem explicação.
Sinto falta do conforto que uma simples presença me oferecia.
Sinto falta dos meus tempos de criança, os quais eu poderia aprontar à vontade e mesmo assim não seria punida severamente.
As vezes a ausencia me traz subitas memórias, sensações, que me fazem querer reviver tudo aquilo apenas pra poder me sentir um tanto menos pobre. Mas ao mesmo tempo essas memórias me dizem que eu devo manter os meus pés no chão, no chão de um exílio.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Manipulação de Fantoches

Quando você se depara com uma cena supostamente diferente, visões lhe surgem como pedras sendo transformadas em jóias por ourives.
A vida é um teatro, onde o palco são os acontecimentos do dia a dia e você é o fantoche sendo manipulado pela sociedade, junção da religião, caretismo e ignorância, a combinação perfeita que faz de você um idiota alienado.
Sabe, a religião tem me decepcionado ultimamente, alias, tudo me decepciona em determinado momento, mas vamos à peça de hoje:
CRIANÇA DE 9 ANOS É ESTUPRADA E ENGRAVIDA, MÉDICOS REALIZAM ABORTO PARA SALVÁ-LA E IGREJA CONDENA.

Cena 1
CRIANÇA de 9 anos é estuprada pelo padrasto.
A mãe e sua DOCE INOCÊNCIA não percebe a criança sendo violentada pelo próprio ‘pai’, tendo como consequência uma gravidez de gêmeos.
A futura vovó aceita a gravidez da criança sem questionamentos (será que ela acha normal ou será que ela iniciou sua vida sexual cedo assim, ou quem sabe eu sou careta? Será a modernidade? O.o)

Cena 2
Menina é internada e médicos fazem aborto.
Depois de 4 meses a menina é internada por correr risco de vida, então, para salvar pelo menos a gestante, os médicos induzem o aborto, sendo que se esta gravidez continuasse os três morreriam (mãe e bebes).

Cena 3
Bispo excomunga envolvidos por tal ato.
Após os médicos induzirem o aborto, vai um bispo lá no hospital e excomunga a mãe, por não conseguir levar a gravidez adiante, por ser uma criança e não suportar carregar 2 bebes em seu ventre, a mãe da menina por tentar salvar sua filha e os médicos por salvarem pelo menos uma das vidas.
Uaaau, que maneira justa de se resolver o problema, não? Ah vamos lá, excomungamos as mães e os médicos e ficamos com a consciência limpa.
O pedófilo? Não, ele não matou ninguém. Até colocou dois novos seres no mundo.

Cena 4
A partir de hoje, vocês médicos, não salvem vidas.
É preferível ver os 3 mortos do que salvar uma vida, é preferível condenar os heróis e exaltar os bandidos...Uma vida é algo único, salvar uma vida é algo inexplicável, mas recusem-se a exercer sua mais importante função, deixem-nos morrer, salvem todos ou salvem nenhum....
.
Cena 5
GRAN FINALE
Depois de tal ato, vem a sociedade e diz: você é LIVRE, faça o que desejar.
Não vejo a sociedade como liberal, eu vejo uma sociedade manipuladora, condenando inocentes e libertando culpados, agindo de maneira contraria ao que ela prega: Justiça e Paz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A receita

Vida, aquela cujo sabor se concentra em nossos paladares quando nos sentimos ameaçados de qualquer maneira.

Ah, o inconfundível sabor agridoce, recheado de possibilidades, que só está ali para nos provar que nada é de todo ruim, e que mesmo o amargo possui em sua essência o leve toque do doce.
É como limão e sal, como a mistura perfeita do ácido e da base, pura reação química.

Ela foge às leis dos homens que querem etiquetar todos os condimentos, alimentos, sofrimentos, só para se sentirem mais DONOS das receitas, existem condimentos r(c)aros, os quais arremata quem pagar o maior absurdo em notas de 100 e 50 reais, só para se sentirem mais privilegiados.
Temos também a tolice, a consequência da riqueza, aquela coisa que faz dos ricos esnobes, com seus restaurantes franceses, italianos, japoneses, que se sentem seguros em pagar muito por algo que até um vendedor de cachorro quente faz.
Espero que um dia, o bicho homem entenda que vida é pegar tudo que se tem na geladeira, acrescentar uma pitada de emoção e curtir a sensação.
Queime, rasgue, destrua...
(...seu livro de receitas porque não há nada melhor do que aquela torta de improviso feita por mãos de um desastrado cozinheiro)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Velocidade

Que Deus permita que eu não chegue até a velhice, ansiando diariamente pelo fim , um fim que nunca chega, uma espera que faz do desespero um ser gritante, sentir o peso da idade curvar minhas costas, o oxigênio percorrer devagar o corpo, os pulmões enrijecerem.
Ver o filme da vida passar em minha mente, relembrar momentos que um dia me fizeram a pessoa mais feliz do mundo, mas hoje, só fazem aumentar o meu desespero, querer gritar e não poder, o mundo me transformou em um ser silencioso...
Sentir que a vida passou, tão escorregadia que te deu muitos e muitos tombos, mas quando você finalmente se pôs em pé e adquiriu equilíbrio, ela já tinha atingido seu escopo e você, foi nada mais que um ser devoluto.
Nós somos fantoches de uma peça teatral, manipulados de acordo com o ritmo da música e sua necessidade de agitação, mudamos de acordo com a velocidade da batida, nos adequamos às necessidades da peça, superamos desafios, percorremos caminhos difíceis e dolorosos, porém necessários, e isso nos transforma, deixamos de ser fantoches e nos transformamos em estrelas, mas mesmo as estrelas deixam de brilhar um dia, sua resplandecência é fugaz...
E quando o ultimo suspiro nos atinge, percebemos que o sacrifício não valeu à pena, o brilho durou apenas milésimos de tempo...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ah, o tempo, aquele capaz de tornar acentuadas as tendências, de destacar, de tornar o fútil interessante. Comprova a quem dele prova, ser o melhor remédio.
Reflete em nossos atos erros do passado, pra nos mostrar que mudanças são apenas uma questão de oportunidade, e oportunidades são possibilidades criadas por nós mesmos para redimir nossos erros.
O tempo, aquele que passa depressa, fazendo nossos cabelos branquearem e nossa respiração ficar pesada, ao mesmo tempo, é aquele capaz de trazer sabedoria no decorrer de sua principal unidade, os anos.
Aquele que nos faz degustar o sabor amargo da dor, como que paralisado com o ácido em nossas entranhas, a queimar tudo por dentro, é também o que corre veloz ao sentir a doçura do amor, como que tentando consumi-lo o mais breve possível.
Diz-se do tempo: 'É algo capaz de curar qualquer ferida', mesmo sem conhecer sua profundidade e extensão, mesmo sem saber o tamanho da devastação...
Ai, de repente você para e chega à conclusão de que o tempo, nem é tão cruel assim, ele pelo menos te permitiu chegar aonde você está, te permitiu sonhar, mesmo que por pouco tempo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ilusões...

Esse tempo de ausência me permitiu experimentar novas cores, novos sabores mas descobri que a escuridão já me envolveu e dela eu não quero sair, que sem ela meus dias se tornam sem nexo, sem um propósito pra existirem.
Eu não existo sem ela e ela não é a mesma sem mim...
hahahahaha (;
Descobri também que sonhos acabam e que fantasias, ilusões, são uma forma de justificar coisas injustificáveis, ah e que aquelas pessoas a quem eu atribuía qualquer tipo de admiração, são na verdade ilusões da minha mente e não merecem continuar existindo (pra mim).
É muito engraçado quando você tem um surto de realidade e se assusta com aquilo que estava estampado ali na sua frente, e que você não viu porque foi cegado pela sua própria burrice.
hahahahaha
Agora só me falta as orelhas de burro...
É como se algo que você quisesse muito se tornasse, de repente, uma merda inútil, ai você pararia e pensaria ‘Puta que pariu, pra que eu quero essa porra?’, inútil pra você, você sabe que não precisa daquilo pra ser o que você já é...
Aquilo não é o que você esperava que fosse, não tem todas aquelas ‘coisas’ que você acreditava que tinha, é algo comum e tedioso...
Pesadelos, eles são bem mais interessantes ;)
rs

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Percepção

Um dia você acorda e percebe que tudo em sua vida está fora do lugar, mesmo assim há algo por dentro da escuridão de seus dias que te guia mesmo você não tendo possibilidades de ver nada à sua frente, essa força maior ilumina as sombras que encobrem seu rosto, durante o trajeto algumas coisas se perdem na escuridão, a percepção de cor, o medo de cair e adquirir hematomas.
Seu único foco é a coragem que te faz capaz de destruir barreiras e de reinventar aquilo que você acreditava ser um cliche.
A escuridão te ensina a prestar atenção naquele ruído quase imperceptível, deixa seu ouvido afiado, amplia as vibrações ao seu redor, te faz sentir que a felicidade é um lugar distante, talvez impalpável...
O caminho até a luz é longo e penoso, mas se fosse fácil se tornaria tedioso e comum.
As sombras engolem a alegria, mas te deixam a esperança, a esperança de quem não desiste no meio do caminho...
E quando finalmente seus olhos se encontram com a luz, você percebe o quanto ela te incomoda, o quanto ela é inútil e te maltrata.