domingo, 27 de setembro de 2009

Infinita

Existem musicas que nos obrigam a pensar e quando se pensa, se destrói e se constrói.
Nossas vidas seguem caminhos diferentes, e nos dói uma separação. Muitos de nós somos movidos pela esperança do reencontro e se não fosse essa esperança? Não se teria motivo pra caminhar e caminhar, pra chegar a lugar algum? Iniciamos a caminhada.
A infinita estrada percorrida por nossos pés e olhos e expectativas, que com o passar das horas e dias consome qualquer sentimento é tão sem fim quanto o prometido, nossos passos vão ficando menores, nossas pernas mais pesadas, o sol que nos queima o rosto também nos traz sede, e o fim se perde no horizonte.
Os anos passam e a gente continua tão sozinho como antes, nossa companheira é muda, insensível e amargurada e nós nos tornamos também. Quando se passa muito tempo em silêncio ele se torna algo mais útil, desaprendemos a conviver com humanos, e sua companhia se torna intragável, são tão falantes e argumentativos e só o que gostaríamos de ouvir é o silêncio.
A estrada nos moldou a seu perfil.
Vivemos por viver e à tempo destruimos a esperança de um reencontro, e caminhar pra chegar a lugar nenhum é agora nossa motivação, aquilo que foi o motivo do início da nossa 'aventura' é agora o motivo da nossa fuga. Iniciamos com a esperança de um reencontro e não paramos por temer esse reencontro, andamos e andamos até o fim, o nosso fim.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sabe, quando se determina o que falar, fala-se tudo exceto aquilo que realmente se gostaria de dizer.
Mascarando ideias pra que elas pareçam menos cruéis, para que sejam melhor absorvidas. Mas por quem?
Então, pra que falar?

Criar histórias, devaneios de uma mente imprestável.

Criar histórias para se convencer de que elas são mais divertidas do que a realidade.

Criar histórias pra enganar.

Criar histórias como se fossem um desafio, um enigma a ser desvendado, histórias as quais fornecem uma palavra-chave, o inicio da investigação.

Criar histórias pra demonstrar satisfação. Mas e o sentimento real? É de fato satisfação?

Criar histórias pra afastar.

Criar histórias por criar.

Criar histórias.

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Destruir verdades.

Destruir verdades pra se redimir.

Destruir verdades pra se divertir.

Destruir verdades, destruir.

Destruir verdades pra não ter o que lembrar, destruir aquilo que nos dói, destruir por não querer explicar, destruir é também não se importar, destruir é disfarçar.

Destruir verdades é criar uma nova mentira, é tornar os fatos menos idiotas, é criar uma verdade, uma verdade que seja mais interessante do que a antiga verdade.

Destruir verdades por destruir.

Destruir verdades.

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Construir ou Destruir?

Destruir pra construir.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Inevitável

E as sensações de perder o tempo me rondam, pessoas indispensáveis se tornam intragáveis. Talvez o culpado nem seja de fato o tempo, talvez o problema seja as cicatrizes que uma decepção causa, o desgaste da convivência.
Talvez o que mude seja nossa visão de mundo, nossas prioridades e então, vemos que nossas queridas pessoas, se tornam completas estranhas, apenas pessoas.
E embora você sinta que está chegando ao fim (uma amizade, um amor, um laço qualquer), embora você sinta que o distanciamento está acontecendo, você não faz nada para que isso mude, você não se importa que isso aconteça, ou talvez você se sinta incapaz de interferir.
E então, o eterno, se torna acabável e fim.
E então, o que resta são memórias, passado que te atormenta, uma ferida mal curada que lateja quando tocada.
Por que as coisas chegam ao fim? Por que tão rapidamente?
Até que um dia, você reencontra o estranho, antes adorada pessoa, e percebe que ela é tão boa quanto antes, tão interessante quanto antes, tão normal quanto antes.
Mas você não é o que era antes.
Então que seja eterno enquanto dure.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histamina?

O caminho que eu trilho me leva a um único local embora a estrada que meus pés percorrem seja farta de encruzilhadas, atalhos, desvios, de que adianta?
Meu local de chegada já é determinado e qualquer rua que eu escolha me levará até lá...
E eu, não tenho um motivo sequer pra modificar meu fim, e de fato, resolveria alguma coisa eu QUERER?
Não se deve insistir em fugir daquilo que já está determinado, não é questão de conformismo, é senso de realidade.
Em dados momentos é tudo tão obscuro (ou seria claro?).
A mente, existe algo mais nebuloso?
Por que os nossos nobres operários de repente entram em combate?
Qual a causa? Má remuneração? Excesso de trabalho? Birra?
Então, quem na verdade é o chefe?
Nós, pobres e impotentes humanos ou nossos neurônios?
Os operários que podem nos levar a falência com seus combates?
Somos o chefe que não comanda...
Se nossos neurônios tiverem preguiça, UAU² quanta histamina *.*
Olha ela nos possuindo!
Loucos, LOUCOS por que nossos operários decidiram ficar VAGABUNDOS ¬¬'
A diferença entre a loucura e o esquecimento é meramente histamina.
Ah histamina que me falta, memória que não existe, fato que eu não conheço, mas onde eu estou? O que eu estou fazendo aqui? O.O
Qual o seu destino? Esquecimento ou loucura? Quer escolher? Ah, sinto muito, essa escolha não te pertence ;]