quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ah, eu quero...

Sinto vontade, vontade de escrever, vontade de falar, vontade de debochar, vontade de abraçar, vontade de me revoltar.

Sinto vontades, vontades que me consomem embora seu tempo de existencia seja minino. Aquelas malditas vontades, o querer de um algo sem saber o que esse algo é, é tatear no escuro o desconhecido querer.

Tenho vontades, frutos de outras vontades adiadas, insaciadas.
Vejo vontades insaciaveis de repente dissiparem-se, como o raio que atinge o vazio e some, sem causar dano qualquer. Vejo o tempo passar e vontades que um dia foram VONTADES se tornam um desejo pequeno, esquecido ali numa das tantas prateleiras abarrotadas de passado.

Tenho vontade daquilo que eu sei mas não posso, vontade daquilo que não existe mas minha mente cria.
VONTADE, somente vontade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A loucura me ronda, me cerca me domina, sou seu brinquedinho favorito.

Lhe proporciono diversão, satisfação, distração.

E ela me possui e me corrói e me destrói e o que resta não se sabe ou...

Eu sou algo tão tão² estúpido, descrente, desmotivado, irritado, nem em Deus eu to acreditando mais, ele não deve existir.

Como é possível existir alguém, algo, uma força maior que nos vigie, que nos mostre o lado certo das coisas se essa coisa é tão muda quanto o silêncio? As pessoas sofrem, choram, cometem suicídio e cadê Deus? Acreditar nele? Seria muito bom se eu acreditasse em coisa qualquer, se eu tivesse motivos pra acreditar mesmo nas pessoas, nas coisas, nas possibilidades.

Não tenho motivo algum pra crer, coisa alguma pra me motivar, vida alguma pra viver.

em um lar eu tenho, nem uma identidade eu tenho, sou um indigente depressivo. Hahahahahahahahahahahha :]

Minha única companheira e desagradável companheira a insanidade anda comigo, é a única que me segue, que sabe que eu não sou de correr atrás das coisas então como ela é uma AMIGA prestativa que se IMPORTA comigo, ela vem atrás de mim e me enlouquece pra que aquelas malditas vozes não me deixem me sentir sozinha.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quais os motivos para se cometer suicídio?

A gente da rua com seus sorrisos e clamores, comemorando a vida e você com seu silêncio funebre amaldiçoando a sua.

O dia corre, as horas se esgotam, o universo gira e a sua vida se perde, passa, inútil...

Você ali, no meio do movimento que se passa a seu redor, com os pés plantados, colados, no chão, impossibilitado de se movimentar. Falta de opção ou vontade própria?

É nessas horas que se é capaz de cometer suicídio, quando você pensa e pensa e pensa e só o que surgem são os problemas, que jamais acabam, não existe luz alguma, nada te faz ter esperança, nada. Sem motivos pra viver a morte se torna o único consolo, o unico mal bem-vindo.

E então, a coragem que te ronda finalmente te possui e fim.

Ou quase.

As pessoas que se importam? (se é que realmente se importam)

É, um dia elas entenderão que morrer, as vezes é a unica saida mas se não entenderem, tudo bem, não se pode contestar uma morte depois de consumada.

A vida é a maldição que me assombra.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Composição?

Sustenidos e Bemóis?
Acordes?
Claves?
Notas?
Pauta e Pentagrama. Uma folha com linhas, um lápis, e a inspiração.
Escrevemos a nossa musica, as vezes ela tem som de violino e é requintada, outras, ela é um simples violão, mesmo assim é musica, é melodia, é vida.
O compasso ternário que embala nossa valsa é tão diferente da balada agitada de quatro tempos que move nossa euforia. Compassos diferentes, ritmos diferentes, vida mesma. Um poutpourri?

Compositores com sede de inovação, com sede de combinação de acordes.

Sinais de alteração que surgem no meio da composição, necessidade de um som novo, que faça o coração pulsar sangue com maior entusiasmo.
As vezes tudo que gostaríamos é de uma fermata, uma fermata que prolongue a nossa parte preferida da musica, a nossa melhor nota.
E as sincopes, aquelas notas simples e comuns que de repente se tornam tão indispensáveis quanto a determinação de se compor uma boa musica.
Ao final, temos algo que nunca chegaremos a ouvir, pois quando alguém tomar conhecimento, já teremos caído em esquecimento.
Aquela composição, a qual não estão apenas as claves, os acordes, as notas e uau²
Naquela folha rabiscada está a nossa VIDA, com seus bons e maus momentos, com suas pausas, tempos e contratempos. Acidentes musicais, que fazem de nossa composição uma obra ÚNICA e INSUBSTITUÍVEL .