terça-feira, 23 de junho de 2009

Beijo do Judas

As férias estão chegando e mais um SEMESTRE da minha vida se vai, escorregadio, e eu fico pensando: qual a utilidade de se matar de estudar, de seguir coisas a risca se a vida por si só é imprevisível?
Se eu morresse amanhã, o que eu levaria de lição, experiência, recordação? Talvez nada, eu estava mergulhada no meu perfeccionismo, preocupada exclusivamente com o fato de garantir um futuro e acabei esquecendo que o amanhã é incerto. As vezes somos cegados por nós mesmos, por nossos sonhos, por nossos PLANOS, por nossa expectativa. Deixamos de curtir a vida como deveríamos, adormecemos essa possibilidade para construirmos expectativas baseadas em alicerces duvidosos.
E sentimos o tempo voar apressado, movimentando nossos cabelos, dando um beijo de despedida em nossa face, enfim a morte nos encara, magistral, sorridente, como que saciada por nos levar embora, indigentes do mundo.
A gente preocupado em construir o amanhã dos sonhos adia a possibilidade do hoje, retarda a diversão do agora.
Por que somos tão humanos a ponto de esquecer que o hoje e o agora existem neste momento; daqui alguns dias lembranças; semanas: imagens vagas; meses, anos, vidas: profundo esquecimento?



Algo retirado de algum lugar ;S

Menina doce e decidida
Flerta com a vida como se fosse
Mais um de seus brinquedos irreais
Mais uma manchete nos jornais

E eu sei que um dia
Você cavalgará
Por vales lindos, longe daqui
E eu sei que um dia
Remédios da alegria
Te farão sonhar, viajar pra longe daqui

Deixa o amanhã pra amanhã