sábado, 13 de setembro de 2008

Sobre a vida...

Neste exato momento estou aqui escrevendo esse texto mas, quem sabe daqui 2, 5, 10 ou 20 minutos se pelo meu corpo ainda vai correr sangue.
Depois que você vivencia uma experiência de quase morte ou até de morte mesmo de uma pessoa que você ama mais que a si próprio, a morte deixa de ser algo tão pavoroso, a SUA morte.
Em compensação, a sensação de que alguém importante pra você pode morrer durante uma noite tranquila de sono ou quem sabe em um acidente de carro durante uma viagem a passeio, é insuportável.
O medo lhe persegue nas horas mais sombrias, o pânico não mais esquece seu endereço, JAMAIS.
A paranóia é constante, o desconforto é inevitável.
Quando uma pessoa que amamos morre, a gente recebe uma herança: uma lacuna que nunca jamais poderá ser preenchida; a saudade, uma amiga perversa e a dor uma companhia inevitável.