Eu gostaria de ser como a Fênix que renasce das cinzas, mas Fênix não existe e cinzas não se refazem. Preciso me conformar, aceitar que o tudo é somente cinzas e meu mundo caótico assim sempre será.
Temer é a palavra certa pra quem tem algum escrúpulo, mas pra quem não tem, o agora, o depois e outrora se tornam insignificantes. Entende-se que morrer é necessário e acolhe-se isso sem medo.
Mas isso, isso não afeta de maneira alguma seu comportamento, não faz com que você seja bom e compreensivo, te faz cometer os mesmos erros, te faz praticar a ignorancia. A consciência existe porém ela está dopada e você vive sua vida FELIZ como se não soubesse de nada.
Ai ela acontece e então decepção, dor e culpa acordam de um sono profundo, o sono que vc jamais terá, o sono dos justos.
É engraçado falar de morte quando ao sentar nesta cadeira e olhar pra esta tela, o escrevedor desprovido de talento que aqui subescreve seus pensamentos, na verdade mascara sua real intenção, foge da verdade por não saber como explicá-la ou por temer a reprovação do público e acabar misturando-se aos tomates podres arremessados pela incompreensiva platéia.
O amor, essa era sua real intenção, porém era tarde demais pra revelar a verdade, seu amado público não dá uma segunda chance, pois aprendeu com seu carrasco professor, A VIDA, a não creditar alguém que desagrada na primeira oportunidade.
O amado público o julga por sua tentativa desesperada de integração, o riso de escárnio de alguns é o seu próprio pranto e no final das contas, a real intenção do escritor se torna a melhor piada para o leitor.
O amor é doce, pra quem nunca o conheceu.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Me leva lá? ;D
Ah! Lágrimas do riso que me vertem involuntariamente dos olhos ao presenciar cenas estúpidas de uma vida estraçalhada. Tudo minuciosa, constante e imperdoavelmente planejado, como num jogo de estratégia, onde o inimigo é o mundo e seu aliado é a sua hipocrisia.
Defender uma doutrina cristã, uma postura, um caráter, HAHAHA! Defender esta adornada e entalhada de pedras preciosas religião, que quando de ti desprende e é atraída pelo chão lamacento de lama que de seus pés vertem, sujeira que o seu caráter imundo conserva. VAMOS, defendamos nossa crença em um Deus que há muito está morto, se é que um dia esse ser do SUPER PODER já existiu.
UAU, muito estimulante ter uma religião, uma igreja da qual você transgride TODAS as regras, uma igreja impossível que prega a PERFEIÇÃO esquecendo-se que ‘alfabetiza’ HUMANOS e que humanos NÃO SÃO PERFEITOS. Humanos erram, humanos mentem, humanos matam, humanos traem.
É muito bom crer em algo, ainda mais se este algo te absolve dos seus erros mais SUJOS. Afirmar que errou porque é HUMANO? NÃO! Errou porque seu caráter é falho, porque você é FRACO.
Prostrar os joelhos na almofada algodoada de veludo, se apoiar em cetim, ISSO É PEDIR PERDÃO? Quem quer ser desculpado vai atrás e conserta o erro, não fica no conforto de uma almofada, falando pra um suposto carrasco representante de um cara que mora LÁ EM CIMA, sendo este ‘representante’ muitas vezes mais corrupto que a sua capacidade de ser bom.
EU defendo a MINHA igreja porque ela diz que devemos ser HONESTOS, JUSTO, FIÉIS! VALVULA DE ESCAPE!
Ao menos EU não sou hipócrita
e tenho a capacidade de reconhecer que eu erro porque sou FRACA, porque minhas falhas de caráter são GRANDES, se eu quero um perdão, eu vou morrer tentando, porque PERDÃO NÃO EXISTE, embora tal agressor seja desculpado, a marca daquela traição fica pra sempre. NÃO! Me recuso a usar de uma trindade pra não ter que pedir desculpa, NÃO prometo a ela NUNCA MAIS COMETER TAL FALHA.
Minha igreja é o ceticismo, meu confessionário o riso e minha absolvição INEXISTE! ;)
domingo, 15 de agosto de 2010
E.R.R.O
Absorva, porque abstrair não se pode
Abstraia quando não se pode adquirir
Adquira por que não se pode desperdiçar
E desperdice sem nunca jamais reconsiderar
Sinta, sibile, sorva, satirize, silencie.
Raciocine, reabasteça, recorde, reformule.
Jamais permita que a clareza súbita
faça com que você sinta-se temeroso
Compreenda enquanto seu cérebro permite
Duele, sobretudo enquanto sua espada sobrepuja em coragem.
Abstraia quando não se pode adquirir
Adquira por que não se pode desperdiçar
E desperdice sem nunca jamais reconsiderar
Sinta, sibile, sorva, satirize, silencie.
Raciocine, reabasteça, recorde, reformule.
Jamais permita que a clareza súbita
faça com que você sinta-se temeroso
Compreenda enquanto seu cérebro permite
Duele, sobretudo enquanto sua espada sobrepuja em coragem.
Compreensão subita me assusta, sobretudo quando ela faz do ódio entendimento, talvez inexplicável evolução. Ou seria o desapego, a extinção de qualquer sentimento positivo adornado de rancor, rancor este que te era o motivo de jamais esquecer, de ter a sua mente para sempre presa na mente daquele maldito ingrato.
Ex-amizamor, ex-amorancor, ex-examor, ex-rancor.
No hoje só nos resta a sensação de que um dia isso foi algo bom, mas que alguém inconsequentemente ou talvez sabiamente defenestrou.
domingo, 20 de junho de 2010
(impo)Tente
Dias, malditos dias, onde a calmaria é prenúncio do fim. Vontades esvanecidas, perdidas. O fardo da vida que torna-se cada vez mais pesado...
Minhas costas curvadas já não suportam mais carregar, minha alma padece, meu corpo apodrece. Não quero mais, não quero pessoas, não quero futuro, não quero presente, não quero passado, não quero VIDA.
Meu peito dói mas a dor se torna tão insignificante perante a grandeza de todas as outras coisas que eu me sinto ridícula apenas pelo fato de sentir.
Mas hoje eu vou ser ridícula por mim mesma, não vou usar os outros, hoje sou só eu.Eu e o tempo.
Eu e a impotência.
Eu e a solidão.
Eu e a dor.
Eu e a morte.
A morte e eu.
Só eu.
Porque o precipício para a qual eu deveria estar caminhando não existe mais, estar vivo é punição melhor.
Gritos, revoltas, loucuras, grito, dor, loucura, solidão.A fase de desespero é a última sobriedade (ou deveria ser), mas aqui neste mundo cintilante, apitante, sufocante; a sobriedade não te abandona, ela é a sua mais insensata loucura.
Eternamente louco, constantemente sóbrio.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Who?
Ah se eu tivesse o tempo que um dia eu tive. Eu me prometi nunca mais fazê-lo mas se eu fosse capaz de cumprir esta promessa eu não saberia mais quem sou eu.
Palavras me faltam e sempre irão me faltar, porque elas morreram.
Um fim precoce, desnecessário.
Gestos, atitudes, tanto que eu poderia e deveria ter feito, hoje o alheio é meu lar, minha melhor recordação, daquilo que foi espezinhado por mim. Sorrisos, tristeza, caras e bocas, apenas estranhos.
Mas estranhos tão familiares. Você como um todo já não há, mas minúsculas partes suas no todo alheio faz dos diversos alheios o meu todo de você.
Como milhões de ladrilhos brilhantes de um todo explodido, desfigurados, agregados a um todo de um tolo qualquer.
Hahahahahahahaha
É engraçado porque no passado as descrições arrancavam sonoras gargalhadas, hoje apesar de não ter do que rir, quem descreve sou eu e o descrito é você.
Porque o eu não tem mais você.
Porque o nós não tem sem você
Por que vós não sois mais você.
Porque você?
domingo, 23 de maio de 2010
“Educassão, Brazil”
Num país onde o ensino é analfabeto, os alunos aprendem que a escola não oferece futuro a ninguém e buscam nas ruas o diploma de sobrevivência. Professores despreparados é conseqüência do descaso da educação, onde custa mais barato sustentar um país de analfabetos, que sem discernimento vão aceitando passivamente os desejos individuais de seus governantes.
No quadro negro da vida lê-se: País de analfabetos, políticos espertos. Assim então, como pecuaristas, vão criando seus currais eleitorais, alimentando de fome e capim as crianças, ou melhor, os bezerros, que sem leite para tomar, bebem a ignorância e se lambuzam de estupidez.
No vestibular do desenvolvimento é preciso aprender o abecedário do progresso e ensinar que educação é sinônimo de consciência, mas num país de miséria o alfabeto tem quatro letras: FOME.
Aprendemos a escrever o futuro soletrando esperança, mas ainda há páginas a serem escritas. Hoje a situação nos mostra que políticos são a caneta e escrevem a história do país, e em seus livros podemos ler: SUBDESENVOLVIMENTO E MANIPULAÇÃO.Se pudermos pelo menos escrever nas urnas a nossa união, seremos a borracha e vamos apagar esse “Brazil”, que até hoje foi escrito com Z e receber então o diploma de nação.
-MÃOS AO ALTO!
-É UM ASSALTO?
-DÊ-ME OS LIVROS!
-POR QUE ISSO? NÃO QUER A CARTEIRA?
-QUE BESTEIRA, NÃO SOU BANDIDO!
-O QUE VOCÊ É ENTÃO?
-POLÍTICO!
Autoria: Mário Paternostro
domingo, 7 de março de 2010
Tantos risos combinados e descombinados, palhaçadas alheias sem graça qualquer.
Um palhaço ao centro do palco, um coro escarnecedor, salvas de palmas.
É engraçado que a companhia nos traz o ar da graça. Ver outro alguém acompanhado rindo de algo que você achaRIA engraçado é revoltante, assim como achar revoltante é inexplicável pq vc não tem direitos autoriais sobre o riso, a piada ou o que quer que seja.
OU
Ser algo diferente de você mesmo e entrar na brincadeira e rir insanamente. Rir da coisa mais insignificante apenas por cortesia aos seus amigos(?!). Ou até mesmo ser o palhaço e fazê-lo com perfeição, ser o motivo do riso e não se importar com isso.
Como eu gostaria de ser tão hipócrita, ah como eu gostaria de ter mil máscaras com entalhes brilhantes diferentes pra cada ocasião.
HAHA.
Tem gente que consegue ser sem nem mesmo saber que é.
Mas não o ser me faz totalmente indisposta a pronunciar minha opinião por que esta será retransmitida por uma boca imunda que faz com que minhas observações mais obscuras pareçam composições de música clássica.
E o meu papel original de vilã é substituído pelo da mocinha desarmada e inocente.
O tempo aquele que me aproxima da morte a cada milésimo de segundo, eu que me perco dele, eu que me perco nele. O desespero caminha sorrateiramente ao meu lado, como querendo me possuir e eu nem sempre disponho de forças para expulsá-lo, deixe que me possua, que me consuma, que me extinga.
Deixe que a razão me falte, que minha determinação pereça e que finalmente o chão se abra sob meus pés e que a terra me tome e faça de mim parte dela.
Pra que dela e de mim nasçam outras vidas que façam algum sentido, o sentido que a minha jamais ousou encontrar, perseguir, realizar.
Que a nova vida que brota não seja abençoada com desgraça semelhante à minha própria.
Se não por que nascer? Mais um coração gélido, morto, inutil.
Mais sonhos acumulados na grande caixa de descartes da vida.
Mais escuridão assombrando dias que deveriam resplandecer de luz.
Mais verdade contaminando os pensamentos outrora felizes dos tolos.
Mais lacunas surgindo onde antes predominava o saber, a verdade.
Diversos tipos de caos, todos com a finalidade de mostrar ao cego os primeiros raios de luz uma luz que na verdade é a escuridão.
Que o mundo me expulse enquanto ele pode fazê-lo...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Ou?
Mesmo que você seja livre você se sente sufocado, como se tivesse uma coleira muito, muito apertada ao redor do pescoço presa em uma corrente invisível, impossível, que te aprisiona naquele lugar ao relento.
Enquanto a chuva cai e te faz sentir na pele cada gota de umidade, te deixando desconfortável como um gato tomando banho.
Além disso, cada raio de sol que te toca, é como se estes abrissem fendas que se iniciam na superfície e se aprofundam a ponto de transpassar pele, músculos, ossos e musculos e pele novamente; te deixando tão cheio de buracos quanto um queijo suiço.
É como se as alterações climáticas refletissem a fúria na sua pele desprotegida e sensível. Mas não é bem esse o ponto.
Porque escolhas não são coleiras e situações não são um reflexo do próprio sol/chuva contra as alterações ambientais induzidas pelo homem na sua pele que apenas carrega a culpa parcial por tudo.
Talvez o próprio culpado seja você, um maldito masoquista que não perde qualquer oportunidade de adquirir um hematoma, ou de espalhar um vidro de ácido concentrado na sua pele só pra ver o quão rápida é a ação corrosiva dele. Ou seja, visualizar cenas do teu ex-presente, o que poderia ter sido se...
O quão diferente seria se existisse tolerância, alias, um bom bocado de tolerância.
Ainda não é o ponto.
Olhar pras pessoas felizes e não entender de onde essa felicidade seria possível, porque ela não é verdadeira, não pode ser. Ou...
Ser tão pateticamente satisfeito por nada.
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