segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Espero...




Você está ali parado, olhar desfocado, boca semi-aberta, pensando, NA VERDADE, sem pensamento algum, nada.

De repente, você se vê analisando perspectivas e um sorriso amargo ‘brota’ de seus lábios, porque você se dá conta de que perspectivas não existem quando você não tem nada pra esperar do futuro.

É tudo tão turvo e indetectável, como se você estivesse espiando, tentando focalizar algo, através de uma câmera de lente suja, FOSCA.

Tudo que você gostaria é de ficar perdido pra sempre no balanço do doce movimento nem tão doce assim. Pensar apenas no infinito, não esperar nada do futuro, não ter futuro. Se perder nas horas, sem na verdade saber que EXISTEM horas. Como se o presente estivesse congelado no tempo e nunca se tornasse passado. Nunca enjoar da calmaria, desconhecer a palavra mesmice.

Não esperar pelo amanhã, como se você conseguisse acreditar que ele é incerto.

Viver o eterno hoje, até que o tempo que você não vê chegue e você desapareça, sem deixar vestígio algum, sem saber que acabou, que a sua esperada e ignorada 'tutora' finalmente resolveu reinvindicar sua tutela e você é só uma criança, perdida e sem poder de decisão algum.